Durante muito tempo, ainda antes das revoluções francesa, americana e industrial, existiam três Europas; a do sul, a mais cara porque a mais desenvolvida, a de leste e a do norte, mais baratas e ainda por saturar. Estas diferenças têm sem dúvida a sua incidência demográfica, a sua incidência sobre o crescimento, incentivando uma rotação mais rápida dos produtos, dos capitais e dos transferts especulação-investimento. Esta questão afere-se facilmente, basta olhar para a geografia e o seu melhor de todos os indicadores, o trigo. Entre Valência, pólo peninsular do Mediterrâneo caro, e Lwow centro medieval da Polónia barata, a relação preço-prata do trigo, no decénio 1440-1449, mostra-nos uma proporção incrível de 1 para 7 (isto é, 6gr. a 43gr. de prata por hectolitro). No final do século XVI, quando o sul está em 400, o norte está em 76 e a Polónia em 25! Estes números podem, também, ajudar a explicar as subsequentes decadências dos impérios ibéricos e os subsequentes crescimentos das eco...
Conservador no melhor do que tem o tema, herdeiro de Loecke e admirador confesso de Burke. Anti-comunista e anti-socialista, acredito no porvir e na verdade do mundo, bem diversa do que oficialmente admitida.