O resultado evidente da diferença de comportamento em relação às minorias é o facto de, ao longo do último meio milénio, as relações entre a Europa cristã e o mundo islâmico terem sido atravessadas por um fluxo contínuo de vítimas das perseguições, sobretudo religiosas mas também políticas; um fluxo constituído pelas marés de judeus e muçulmanos expulsos da Península Ibérica a partir de 1492, mas também por inúmeros riachos formados por aqueles que ao lado dos minaretes esperavam encontrar condições melhores do que as vigoravam sob os seus campanários. Esse fluxo só irá deter-se no século XIX, quando - na esteira da Revolução Francesa e da emancipação dos judeus - a Europa atinge finalmente o nível de tutela, jurídica dos «diferentes» que era garantido pelas normas islâmicas. E é então começará a decair no mundo islâmico, sob o impulso desagregador dos nacionalismos, uns atiçados pela Rússia, outros pelo império dos Habsburgos, outros ainda pela França. Nos dias que...
Conservador no melhor do que tem o tema, herdeiro de Loecke e admirador confesso de Burke. Anti-comunista e anti-socialista, acredito no porvir e na verdade do mundo, bem diversa do que oficialmente admitida.