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A mostrar mensagens com a etiqueta Capitalismo

As premissas da Ordem Mercantil [1200-1350]

 No final do século XII os portos da Flandres e da Toscânia têm as melhores terras e colheitas. Mercadores em escala - escravos revoltados - a servidão não monopoliza toda a mão-de-obra - uma nova classe a burguesia, que traz saber técnico, economia de trabalho e, consequentemente, mais lazer e proveitos. O aparecimento de moinhos de água e da mecanização das colheitas, correspondem a progressos que permitiram a industrialização do processamento de alimentos. A cidade de Brugges torna-se o "coração" da primeira forma da nova ordem: o capitalismo . A invenção maior daquele tempo  aparece de seguida; possibilita aos barcos contornar os ventos e transportar armas de fogo. Todas estas inovações permitem aos burgos - portos~, arsenais e feiras - monopolizar o comércio marítimo. Onde existe controlo do dinheiro, a dianteira sobre a força e do assalariado sobre o escravo é notória. Aumentam as divisões do trabalho, a produção agrícola aumenta, o preço do trigo baixa; mais cidadãos p...

As Revoluções dos séculos XVII e XVIII

O termo "Revolução" tem uma conotação ambígua na intelectualidade do século XX e do ainda curto século XXI. Muitas vezes é necessário um certo distanciamento temporal para entender bem o que se passou, o que motivou as ditas Revoluções e se as mesmas se justificaram ou não, se as suas causas implícitas estão alinhadas com as causas explícitas. Tantas e tantas vezes, tantos e tantos estudos, perspectivas e crenças, mescladas com ideologias e ódios de estimação, mostram-nos, de modo indelével, que nem sempre as causas correspondem ao que se seguiu. Isto é, muitas vezes as consequências estão antecipadas às causas e nem sempre, por perfídia e invejas classicistas, como sucedeu em diversos períodos históricos, as Revoluções serviram o que delas se esperava, mas sim, serviram outros objectivos que não os inicialmente propagandeados.  Como dizia e muito bem Fernando Pessoa: « Uma revolução é uma forma violenta de deixar tudo como estava...» , não foi bem com estas palavras, mas o s...

As margens de lucro dos revendedores de combustíveis

 De há alguns dias para cá têm sido recorrentes as notícias sobre o elevado preço dos combustíveis em Portugal. Os preços são muito elevados não apenas da perspectiva do seu valor de venda directo, como na perspectiva, ou melhor, na proporcionalidade entre o que pagamos e o que ganhamos, em média. É sabido que temos uma imprensa de MERDA, recheada de jornaleiros a soldo dos xuxas que (des)governam este país quase desde sempre após a malfadada revolução dos idiotas que enfiaram um cravo NO OLHO DO CU.  «As margens dos revendedores são muito elevadas», dizem os pategos e ainda têm o desplante de virem para as tvs induzir o povinho em erro, esquecendo muito convenientemente a margem do estado que é de aproximadamente 63%!! Ahahahahahahahaha, ele há cada um...!!! Ora, é só fazer contas, se por cada 100 euros de combustível, praticamente 63 vão directamente para o estado, restam 37!! E desses é preciso contar com custos de transporte, de armazenamento, de manutenção das estruturas ...

As sondagens contradizem as manifestações bacocas

Os bacocos da extrema-esquerda já não sabem mais o que fazer para travar o crescimento do CHEGA cujas sondagens mais recentes lhe dão 7,9% das intenções de voto. Eu desconfio que essa percentagem peca por defeito, pois os números devem ser maiores, mas é preciso esconder a verdade do povo a todo o custo. A  imprensa esquerdista tenta fazer passar a mensagem de que a geringonça deve unir-se , caso contrário, a direita pode vir a governar na próxima legislatura num cenário de coligações. Os parolinhos estão a ver os seus argumentos a secar. Por um lado, não deixa de ser sintomático a queda do BE, tendo em conta que este partido perdeu quase 55000 votos entre as eleições de 2015 e as de 2019, e vai perder mais, à medida que as pessoas se vão apercebendo da fraude que este partido é. Por outro lado, o CHEGA cresce e vai continuar a crescer, por muitas manifestações anti-fascistas e anti-racistas que os pacóvios façam. Eu até diria façam mais manifestações, façam-nas todos os dias,...

Porque só falam no Estado Novo e esquecem a 1ª República? V

A "famosa" questão económica do final do regime imediatamente antes do 25 de Abril é apenas "famosa" no sentido em que não passa de uma metáfora. Não se compreende a atitude de muitos autores e investigadores que repetem insistentemente a «crise económica» de que sofria o regime, já não de Salazar e do Estado Novo, ambos terminados em 1968, mas de Caetano e das suas progressivas liberalizações da sociedade e há quem veja (sendo esta a tónica dominante, por desconhecimento da história ou então por desonestidade intelectual) a curta vigência do marcelismo como um prolongamento histórico do salazarismo e do "fascismo" [ideologia inexistente em Portugal, mas que a ignorância e a falta da argumentos válidos validaram artificialmente]. Provavelmente havia que rebaixar ao máximo esses dois períodos. Os preconceitos ideológicos são isso mesmo, opinião admitida sem fundamento para não ter de a discutir e analisar previa e posteriormente. Também foi do interesse do...

Porque só falam no Estado Novo e esquecem a 1ª República? IV

Devo desde já esclarecer que não sou salazarista e nem sequer estou aqui a defender um modelo de governação muito concreto, apenas pugno pela verdade e o que nos é apresentado como verdade pelo regime oficial e pelos órgãos oficiais da imprensa, não corresponde minimamente à realidade dos factos. Salazar fez um milagre no campo económico e educativo mas cometeu erros, enganou-se diversas vezes, não geriu bem a questão colonial tendo sido teimoso e intransigente, querendo manter o que restava do império a qualquer custo. Ao não querer negociar atempadamente a independência das colónias, como o fizeram os restantes países europeus com as suas colónias, fez o país perder muito dinheiro e arrastou-nos para uma guerra colonial que nos foi prejudicial. De igual modo Salazar não soube, ou não pode, rodear-se de elementos de confiança que pudessem dar continuidade à sua obra. É hoje sabido que Marcelo Caetano, apesar das suas qualidades a certos níveis, era um espírito demasiado fraco e as su...

Capitalismo versus Capitalismo selvagem

Grassa por aí uma ignorância abismal entre a esquerda sobre a questão do Capitalismo. Para eles, mentes ignorantes e desconhecedoras da história, o Capitalismo é o "mal de todos os males", é o domínio de todas as discrepâncias conhecidas e principal responsável por toda e qualquer desigualdade. O Capitalismo é inerente à condição humana, desde os primórdios que existe Capitalismo, seja pela via das trocas de mercadorias, seja pela via de uma primitiva economia monetária e depois, pela via de uma economia monetária plena, com o surgimento entre os séculos XV e XVIII, dos bancos, das letras de câmbio, dos títulos, dos seguros, do crédito e das primeiras bolsas de valores.  O Capitalismo em si não é bom nem é mau, depende do uso que se lhe atribua, ou seja, da ética subjacente que lhe molda os seus princípios. Isto implica que a ética esteja a montante da política e esta, por sua vez, a montante da economia. O problema está no facto de hoje os valores estarem disposto...