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A mostrar mensagens com a etiqueta monarquia

Regeneradores, históricos e o rotativismo

 Depois das guerras civis e da confusão que foram os governos na década de 1840 surge a regeneração de 1851 que veio colocar alguma ordem no país. Um movimento político-militar - os Regeneradores - chefiada pelo duque de Saldanha, levou à queda ditatorial de Costa Cabral regressado ao poder em 1849. Numa primeira fase o movimento foi liderado por Fontes Pereira de Melo, iniciando-se assim um período de relativa acalmia nas lutas político-partidárias, o que permitiu algum desenvolvimento económico. Os Regeneradores representavam o que hoje chamamos de direita política, mas outro partido político surgiu - os Históricos - fundado em 1852 por Nuno José Severo de Mendonça Rolim de Moura Barreto, 2º marquês e 1º duque de Loulé, marido da Infanta D. Ana de Jesus Maria, chamado de «2º rei de Portugal». Esta formação política estava conotada com a esquerda. O pai de Nuno José, Agostinho José de Mendonça, foi legionário de Napoleão, oficial às ordens de Massena e Grão-Mestre da maçonaria em ...

Legitimismo, Maria da Fonte, emboscada e patuleias

 Os anos entre 1840 e 1848 foram anos de verdadeira loucura, poderíamos até dizer que foi uma época que atingiu foros de verdadeira demência colectiva . Perante os ataques descabelados a D. Miguel acusado de um sem fim de desgraças, o mesmo era rei de direito e não usurpador como já foi falado num post anterior, surgia assim o legitimismo, formação política que visou defender os direitos dinásticos de D. Miguel. Direitos esses que estavam a ser postos em causa e o banimento de D. Miguel e da sua descendência estava a ser congeminado nos bastidores. A Nação (1845) e depois A Gazeta (1895) foram os seus órgãos na imprensa. Dos seus princípios: « Deus, Pátria e Rei » foram arautos os fundadores do Integralismo Lusitano já no século XX. Depois de 1851, com a Regeneração, os legitimistas unem-se em verdadeiro êxodo para os regeneradores. Em Abril de 1846 deflagrou no termo de Vieira do Minho a Revolução da Maria da Fonte, mais uma, iniciada por um grupo de mulheres lideradas por uma ta...

O cabralismo, a belenzada e a colizão

 A história do século XIX português é a típica história da "casa de tolos". Depois da implantação definitiva do liberalismo (1834 em diante), as lutas pelo poder e pelos "tachos políticos" não mais cessaram. Dir-se-ia que o país vivia em constante rebelião sempre que os devoristas não conseguissem os seus intentos. O sistema político posto em prática por Costa Cabral ficou conhecido por "Cabralismo", causando muitos engulhos e "alarvidades" próprias de uma democracia coxa, sem estatuto reconhecido, sem verdade de fundo, sem qualquer tipo de preparação prévia.   Os irmãos António Bernardo e José Bernardo foram figuras destacadas na vida política do reinado de D. Maria II. Ambos de formação liberal e formados em Direito. Depois da entrada em vigor da constituição de 1838 (setembrismo), António Bernardo é ministro da justiça, afastando-se progressivamente do setembrismo para se aproximar dos cartistas, proclamando a restauração da Carta Constitucion...

Devorismo, setembrismo e chamorros

 Os «devoristas» foram o grupo político que se instalou no poder logo após a vitória liberal de 1834, com a vigência da Carta de 1826. A sua acção principal desenvolve-se entre 24 de setembro de 1834 e 9 de setembro de 1836. O termo «devorista» resulta de uma lei datada de 15 de abril de 1835, onde foram colocados à venda em hasta pública os bens nacionais, especialmente os detidos pela igreja católica, mosteiros, abadias e outros, facilitando assim a sua aquisição pelos chefes liberais. Depois de esses mesmos bens terem sido adquiridos pelas facções liberais, dando-se deste modo início à destruição do país, os sectores mais "progressistas" do liberalismo que se mantinham fieis ao «vintismo», representavam em termos actuais a «esquerda» da vida política da época que se concentrava sobretudo no Porto, não estavam contentes com a Carta de 1826. De tal modo que gerou-se um confronto entre o governo e a maioria «cartista», apoiada pelos deputados eleitos por Lisboa e pelo «caciqu...

O traidor D. Pedro IV e a Carta constitucional de 1826

 A primeira constituição portuguesa data de 1822, preparada em 1821 depois da revolução liberal de 1820. Teve dois períodos de vigência:  1º - de 23 de setembro de 1822 a 2 de junho de 1823 - Vilafrancada, golpe de D. Miguel - que provocou a sua queda. 2º - de 10 de setembro de 1836 a 4 de abril de 1838 - Setembrismo. Carta constitucional de 1826: Lei fundamental outorgada à nação portuguesa pelo traidor D. Pedro IV, em 29 de abril de 1826 no Brasil, ainda por cima (!!), 5 dias depois do traidor saber da notícia da morte do pai, D. João VI, em Portugal, muito provavelmente envenenado quando este último se preparava e se mostrava inclinado para entregar o trono a seu outro filho D. Miguel. A Carta foi trazida para Portugal por Lord Stuart a 2 de Julho de 1826, isto é, para além de traidor D. Pedro IV era um cobarde de primeira apanha, incapaz de encarar os portugueses de frente, o que não surpreende, tendo em conta que o mesmo já não era português de facto após declarar ilegalm...

A vilafrancada e a abrilada

A vilafrancada foi uma espécie de golpe de Estado ocorrido entre 23 de maio e 3 de junho de 1823, iniciado em Vila Franca de Xira, cujo objectivo primordial, ou um deles, seria o reconhecimento do direito de D. Miguel ao trono português, perante as atitudes dúbias e a falta de categoria de seu irmão, D. Pedro IV. Por outro lado e por arrasto, a vilafrancada encerrou definitivamente o 1º período do liberalismo conhecido como «Vintismo».  Um dos principais estrategas desta revolução foi o conde de Amarante que andou pelo Minho, Beiras e Trás-os-Montes, aliciando partidários para a causa miguelista e contra o poder discricionário de Lisboa, mancomonado com os sectores maçónicos que pretendiam a todo o custo evitar que o absolutismo voltasse a vigorar em Portugal. O que as hostes maçónicas receavam não era o absolutismo em si e já de si obsoleto, era antes um contra-ideal que visava colocar Portugal nos eixos e impedir o parlamentarismo, que tão nefasto foi e continua a ser ao país, co...

Malhados e corcundas

Os malhados, epíteto depreciativo utilizado pelos miguelistas para abordar ou falar sobre os liberais, em alusão directa à bandeira bicolor por eles utilizada e pelas calças axadrezadas que muitos liberais usavam. Corcundas, epíteto utilizado pelos liberais para falar dos absolutistas partidários de D. Miguel.   A história portuguesa está truncada, como é possível os livros oficias de história dizerem, e pior ainda, classificar D. Miguel de usurpador??? O usurpador foi o seu irmão, D. Pedro IV. Haja vergonha e decoro!! Como é que um acéfalo, dominado e minado pela maçonaria, que tinha manifestado publicamente a sua renúncia ao trono português e aos seus interesses em Portugal, proclama a independência do Brasil do dia para a noite, sem dizer "água vai"?? Que espécie de autoridade tinha esse acéfalo para fazer isso??? Mas o pior ainda viria de seguida, vendo que a sua situação no Brasil era posta em causa por sectores muito influentes da sociedade da época, tentou e acabou por...

Suas Altezas Reais D. Carlos e Infante de D. Manuel II

 

Porque sou monárquico?

 Existem muitos motivos para se ser monárquico. Não que eu me considere propriamente anti-republicano, mas revejo-me cada vez menos numa república inoperante e que serve para muito pouco, e neste muito pouco inclui-se a (não) defesa do cidadão perante as incoerências e inconsistências políticas do regime. Como já disse acima, existem muitos motivos para eu ser monárquico, mas hoje vou centrar-me apenas na realidade económica da monarquia vs. república. Em outra altura falarei das outras razões. Ora vejamos. Segundo um estudo da Real Gazeta do Alto Minho publicada em Janeiro deste ano, as monarquias são muito mais baratas do que qualquer república. Vamos a factos: dos 10 países menos corruptos do mundo, 8 são monarquias! Dinamarca, N. Zelândia, Noruega, Suécia, Canadá, Reino Unido, Holanda e Luxemburgo estão no Top Ten dos países menos corruptos do mundo. Mais, das 135 repúblicas existentes no mundo apenas 53 são democracias, isto é, 39,2%. E das 44 monarquias actuais, 68% são dem...

Nulidade republicana e presidência inútil

Fantástica notícia hoje do presidente da república a pretender justificar a realização da festa do Avante. Diz o douto que os portugueses têm de perceber o estado de excepção para essa festa! Mas, perceber o quê? O que há para perceber?? E qual a verdadeira dúvida dos portugueses perante a realização dessa festa? Mas afinal, os portugueses são burros na visão republicana?? Como monárquico assumido e apesar de reconhecer que hoje a monarquia está desvirtuada, seja onde for, não posso deixar de reconhecer que o nosso sistema republicano não serve para nada. Seria preferível uma "monarquia coxa" do que assistirmos a uma impotência generalizada da república, com poucos poderes directos da parte do seu presidente. Além do mais, temos um actual presidente exclusivamente preocupado em agradar a "gregos e troianos" em nome da sua reeleição.  A covardia deste presidente começa a colocar os nervos em franja à população, o mesmo revela-se um falso, um cínico, uma nulid...