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A mostrar mensagens com a etiqueta 1º República

É preciso desmontar as tretas xuxialistas

A nossa actual era caracteriza-se pela mentira e pelo engodo. Estas duas características só são possíveis onde exista falta de informação, ou melhor, onde existe sub-informação e pseudo-informação. Para quem se der ao trabalho, e não se estiver "a cagar", como a maior parte de povo português, as mentiras são facilmente desmontáveis. Não falta por aí também quem diga: «mas o que ganhas com isso?» e também: «não vale a pena, não podemos fazer nada!»... falso, falso, falso, é essa atitude que nos tem levado para onde estamos actualmente. Outra grande verdade, sistematicamente esquecida, é o facto de laborarmos no maior erro de todos ao pensar que vivemos em democracia. Erro este de dimensões astronómicas que nos tem custado milhares de milhões de euros (e escudos) ao longo de 46 anos. Se a democracia significa a perpetuação do roubo, do saque, da incúria, da involução (mascarada de evolução), do tachismo, da corrupção, do tráfico de influências, etc, etc, em troca de muit...

Porque só falam no Estado Novo e esquecem a 1ª República? V

A "famosa" questão económica do final do regime imediatamente antes do 25 de Abril é apenas "famosa" no sentido em que não passa de uma metáfora. Não se compreende a atitude de muitos autores e investigadores que repetem insistentemente a «crise económica» de que sofria o regime, já não de Salazar e do Estado Novo, ambos terminados em 1968, mas de Caetano e das suas progressivas liberalizações da sociedade e há quem veja (sendo esta a tónica dominante, por desconhecimento da história ou então por desonestidade intelectual) a curta vigência do marcelismo como um prolongamento histórico do salazarismo e do "fascismo" [ideologia inexistente em Portugal, mas que a ignorância e a falta da argumentos válidos validaram artificialmente]. Provavelmente havia que rebaixar ao máximo esses dois períodos. Os preconceitos ideológicos são isso mesmo, opinião admitida sem fundamento para não ter de a discutir e analisar previa e posteriormente. Também foi do interesse do...

Porque só falam no Estado Novo e esquecem a 1ª República? IV

Devo desde já esclarecer que não sou salazarista e nem sequer estou aqui a defender um modelo de governação muito concreto, apenas pugno pela verdade e o que nos é apresentado como verdade pelo regime oficial e pelos órgãos oficiais da imprensa, não corresponde minimamente à realidade dos factos. Salazar fez um milagre no campo económico e educativo mas cometeu erros, enganou-se diversas vezes, não geriu bem a questão colonial tendo sido teimoso e intransigente, querendo manter o que restava do império a qualquer custo. Ao não querer negociar atempadamente a independência das colónias, como o fizeram os restantes países europeus com as suas colónias, fez o país perder muito dinheiro e arrastou-nos para uma guerra colonial que nos foi prejudicial. De igual modo Salazar não soube, ou não pode, rodear-se de elementos de confiança que pudessem dar continuidade à sua obra. É hoje sabido que Marcelo Caetano, apesar das suas qualidades a certos níveis, era um espírito demasiado fraco e as su...

Porque só falam no Estado Novo e esquecem a 1º República? III

A Ditadura Militar e o Estado Novo Nascido de uma conspiração, o golpe militar de Braga desceu a Lisboa sem resistência visível, sem qualquer mobilização civil para se lhe opor e sem qualquer projecto alternativo ao liberalismo republicano. A Revolução de Maio tanto cooptou uma parte da elite política do regime deposto como viu acrescentar-lhe nas suas fileiras a oposição monárquica e os jovens fascistas [subsistem algumas dúvidas sobre quem eram na realidade e de onde vieram]. Esta síntese de elementos constitutivos do novo regime instaurou uma ditadura «sem ditador» num regime ainda não institucionalizado, pelo menos até 1933. Apesar deste condicionalismo a prioridade passou a ser o «saneamento financeiro da nação». A incerteza institucional facilitou a ascensão política de António de Oliveira Salazar, com a consequente credibilização pública de algumas reformas por si encetadas a partir de 1929, cujos bons resultados foram desde logo visíveis ao conseguir inverter o défice crónic...

Porque só falam no Estado Novo e esquecem a 1º República? II

São diversos os autores que consideram que a instauração do Estado Novo (primeiro da ditadura militar) ocorreu num período de relativa estabilidade económica e financeira. Ora, não se compreende de onde retiram essa ideia, porque os números apresentados contrariam claramente essa tese. Provavelmente, a insuportabilidade da verdade histórica incomoda-os, mais do que o rigor das contas públicas!! Outros investigadores, nomeadamente Fernando Costa Pinto, consideram que os grandes saldos negativos das contas públicas a partir de 1919 podem dever-se à fuga de capitais que não foram compensadas por aumentos nas remessas dos emigrantes. Em alternativa, considera o mesmo que esses saldos negativos podem igualmente ser uma consequência da sub-facturação das exportações portuguesas ou da sobre-facturação das importações portuguesas pelas empresas de importação-exportação. Mesmo tendo em conta qualquer uma dessas situações, nada justifica a actuação no plano económico da 1º república que foi man...

Porque só falam no Estado Novo e esquecem a 1º República?

A desonestidade intelectual é bem patente nas elites portuguesas que induzem o povo a pensar que o atraso de Portugal na época contemporânea se deve ao Estado Novo. Nada mais longe da realidade. Em boa verdade, o atraso de Portugal começou durante a vigência da primeira República. Mas, para sermos rigorosos, esse atraso começou na Revolução Liberal de 1820, quando o país começou a ficar à deriva. Mas se quisermos ainda mais rigor, teremos de recuar no tempo, até Alcácer-Quibir e à dinastia filipina que tomou conta dos destinos do país numa espécie de união Ibérica. Depois, a decadência acentuou-se, já depois da Restauração de 1640, com o ataque ao império ultramarino português e com a consequente perca de territórios. Chegamos então às invasões napoleónicas e à fuga do príncipe-regente e da família real, acompanhada das elites, para o Brasil. E eis-nos chegados à Revolução Liberal de 1820 e à independência do Brasil em 1822. Todos estes períodos foram marcados por inevitáveis decadênc...