Avançar para o conteúdo principal

A falácia da Luta de Classes

 A «Luta de Classes» designa um estado de tensão, ou um antagonismo, nem sempre declarado, entre diversas classes sociais derivado da posse dos meios de produção e da desigual distribuição dos resultados que essa mesma posse implica.

Ora, assim sendo, a natureza da sociedade humana é determinada pela posse do capital. Esta, a lógica de todo o pensamento marxista, que vê na propriedade privada a razão de a humanidade permanecer dividida entre exploradores e explorados. Em consequência, toda a história se resume à «Luta de Classes», onde os explorados encetam uma guerra (Revolução Social) para proteger os seus direitos económicos. O objectivo final passa pelo fim do Estado e a consequente eliminação da propriedade privada, a que se seguirá o fim da guerra, da miséria, da exploração, dos vícios e de todas as violências associadas às desigualdades sociais. Nesse momento, a atingir num futuro indeterminado, o homem passará a ser naturalmente bom e pacífico, à boa maneira de Rousseau.

Muitos foram os autores, esclarecidos diga-se de passagem, que viram no socialismo marxista o triunfo mais espantoso da falácia romântica sobre a mentalidade racional, ou melhor, sobre a verdadeira e possível natureza humana. A falácia romântica exige, a todo o momento, que qualquer defeito "do estado de graça" do homem seja explicado e justificado mediante as circunstâncias que o rodeiam e condicionam, em maior ou menor grau, e não através de si próprio, das suas imperfeições e inaptidões, sejam elas físicas, morais, espirituais ou culturais e até mesmo da hereditariedade. 

É precisamente isto que acontece com a «Luta de Classes» e com todas as outras reivindicações marxistas e/ou comunistas, as mesmas ignoram ou "varrem para debaixo do tapete", o funcionamento das espécies, dos grupos, dos indivíduos complexamente associados numa ecologia que a todos engloba.


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Santos do dia: São Tiago e São Cristóvão.

 Hoje dia 25 de  Julho, dia dedicado a São Tiago. De igual modo, e por imposição da igreja católica, este dia também passou a ser dedicado a São Cristóvão. O que aconteceu foi que o santo Cristóvão só foi reconhecido pela hierarquia católica a partir de finais do século XIII e, em todos os locais onde se pretendeu venerar esse santo, antes do antedito século, tal não foi possível, venerando-se assim São Tiago.  É uma situação curiosa, mas parece que assim foi, pois na minha freguesia existe uma capela milenar dedicada a São Cristóvão, e hoje mesmo neste dia se celebra a dita festa, para além de outros santos ali cultuados, mas existe por lá uma imagem de São Tiago, muito antiga. Os próprios livros de contas das festas referem o culto a São Tiago como sendo já bastante antigo, «de longa memória» como ali se afirma.  Em mais duas freguesias relativamente próximas à minha aconteceu precisamente a mesma coisa,  uma capela e uma igreja que são hoje dedicadas a São Cr...

Os políticos têm de ser chamados à responsabilidade - Torre Pacheco, o caos continua.

 A seita política que desgoverna Espanha, Portugal, França e outros países, precisa de sentir na pele a indignação dos nacionais. Perante as contínuas políticas anti-nacionais dos últimos anos, pelo menos de há 20 anos a esta parte, promovem o desrespeito, a desapropriação cultural, a guetização social e o não acatamento das leis pelos alógenos. Agradeçamos aos blocos de esterco da Europa, aos livres tipo "ruizinho das couves" e aos partidos xuxas, os causadores directos e indirectos deste tipo de coisas. Se houvesse lei e justiça em condições e se, as sociedades não estivessem contaminadas pelas infra-ideologias flagelantes de esquerda, esta corja do norte de África era recambiada no imediato para Marrocos. directamente em banheiras podres pelo mar adentro. Sem uis nem ais! Mas claro,  a extrema-direita é a culpada, como não poderia deixar de ser , argumento dos zarolhos mentais de esquerda que enxameiam os mé(r)dias nacionais e internacionais. A extrema-direita tem costas l...

O marxismo cultural militante, o privilégio branco e as reparações.

 Partindo do zero, a militante marxista afro-americana Patrisse Cullors é expulsa da casa dos pais aos 16 anos, por confessar tendências queer. Aos 29 licencia-se me filosofia, percurso pouco brilhante. Mas tudo mudaria após ser uma das co-fundadoras, em 2013, do movimento Black Lives Matter . Depressa se torna uma celebridade e é indigitada porta-voz da comunidade negra norte-americana; imprensa, televisões, recompensas diversas, conferências remuneradas, livros, documentários, parcerias diversas (Guiscard, 2021, p. 129).  O cúmulo dos cúmulos, dar rios de dinheiro a gente que nada sabe de nada, nada produz de bom para a sociedade a não ser lixo académico para reduzir os europeus aos maiores carniceiros e racistas da história. Mas veja-se a lata desta gente, latão para ser mais exacto. Todo este engajamento muito lucrativo da Patrisse Cullors fez com que a mesma começasse a investir os milhões auferidos; comprou entre 2015 e 2020 quatro grandes casas e uma Villa  por ma...